E-commerce

3 dados que mostram porquê a China é o futuro do varejo

Escrito por Gabriel Junqueira | 09/12/2019
  • 529 visualizações
  • 71 compartilhamentos

O futuro do varejo não é incerto, ele é digital, chinês e com oportunidades para quem aproveitar as grandes campanhas.

 

Com datas importantes, como a Black Friday e o Cyber Monday, novembro é um mês de grandes oportunidades para empresas que buscam crescimento de vendas e fidelização de clientes.

A Black Friday teve início nos EUA. Inicialmente era um termo utilizado pela polícia local para se referir a confusão que se tornava as cidades no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. 

Atualmente, o termo é utilizado para se referir ao dia que inaugura a temporada de compras natalinas. Muitas lojas, percebendo o movimento nesse dia, resolveram, então, dar significativas promoções na data.

A Black Friday sempre acontece na quarta sexta-feira do mês de novembro.

Igualmente à Black Friday, a Cyber Monday também surgiu nos Estados Unidos.

Criada em 2005, pelo site shop.org, o evento acontece sempre na primeira segunda-feira após o dia de Ação de Graças, inicialmente os descontos eram apenas em produtos eletrônicos. Porém, ao longo do tempo, ela passou a abranger todas as categorias do mercado. 

Em conclusão, enquanto a Black Friday oferece descontos em lojas físicas, a Cyber Monday oferece promoções exclusivamente em vendas online. 

Datas incríveis para aumentar as vendas, não é mesmo?

E o Singles Day, você conhece? 

Comemorado no dia 11 de novembro, essa data foi escolhida pelo fato do número 1 representar uma pessoa sozinha. 

A data foi criada por universitários na China em 1993, como uma forma de celebrar o orgulho de ser solteiro. 

Mas em 2009 a gigante Alibaba registrou o número como um site de vendas, criando, assim, o maior evento de compras do mundo. 

Black Friday

De acordo com as análises da Adobe, a Black Friday registrou um recorde de $7,4 bilhões em vendas. Isso significa um aumento de 1,2 bilhão em relação a 2018. 

$2,9 bilhões das vendas na Black Friday foram via smartphones, isto é, um aumento de 21% em relação ao ano passado. 

Parece pouco?

Mesmo as compras que não foram feitas via celular, 61% do tráfego de pesquisa nas lojas foi feita através dos dispositivos móveis.

Cyber Monday

Se você se assustou com o volume de vendas na Black Friday, prepare-se para os números da Cyber Monday.

Só nos Estados Unidos as vendas chegaram a $9,4 bilhões, ou seja, 20% de aumento em relação ao último ano. 

11 milhões de dólares foram gastos por minuto durante o horário de pico.

Singles Day

Muito foi vendido na Black Friday e na Cyber Monday, mas os números em nada se comparam com o do Singles Day. 

A Alibaba faturou $38 bilhões em um dia. 

Isso significa que em um dia a empresa faturou $1 bilhão a mais do que a Coréia do Sul gastou online em todo o ano de 2018. 

A Estée Lauder, empresa de cosméticos, por exemplo, arrecadou 143 milhões de dólares, somente em pré-encomendas.

Tendências

Você consegue concluir algo com os dados demonstrados? 

Mesmo quando os compradores iam às lojas, 41% iam apenas para pegar os produtos comprados online. O que corrobora com a tendência do pick-up in store, que divulgamos no início do ano neste artigo sobre as tendências do varejo a partir da NRF 2019.

$3 bilhões das vendas online na Cyber Monday foram concluídas por meio de um smartphone, ou seja, um aumento de 46% em relação ao ano passado.

O e-commerce já não é mais uma tendência, é uma realidade. Além disso, as vendas pelo mobile tendem a crescer ano a ano. 

Os dispositivos móveis representam uma oportunidade crescente para as empresas menores. Entenda que os pequenos varejistas conseguem oferecer produtos e serviços exclusivos que os gigantes do varejo não podem. 

Cada vez mais, o varejo físico se fundirá com o online. Já criaram até um termo para isso: phygital – a fusão do físico (physical em inglês) com o digital. A maneira como você olha para o objetivo de uma loja física precisa mudar. 

E a China já entendeu isso.

O futuro do varejo é Chinês

Acostume-se com essa ideia. 

Na China são 1,4 bilhões de pessoas e, portanto, potenciais consumidores. Apenas nas últimas duas décadas o país colocou 700 milhões de pessoas no mercado consumidor, ao tirá-las da pobreza. Isso representa 3 vezes a população do Brasil. 

Em paralelo, temos um movimento consistente dos chineses no investimento em novas tecnologias, com destaque à inteligência artificial. 

Assim, especialistas já preveem que essa guerra pela vanguarda e liderança em inteligência artificial é uma batalha perdida pelos EUA. Muito dos atritos entre Trump e China já é uma reação a essa consequência inevitável.

O que muda para o varejo brasileiro? Bom, teremos que romper a barreira cultural que nos fazem preferir os EUA. 

Se quisermos estar a frente e entender os caminhos e tendências do varejo, teremos que, cada vez mais, olhar para os asiáticos.

A década de 2020 promete muita coisa, talvez terminemos essa década com um mundo definitivamente asiocêntrico.

Gostou do nosso post de hoje? Compartilhe sua opinião!

Se tem dúvidas ou sugestões, nos envie pelo Fórum Infovarejo!

Patrocinado