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Risco ou segurança: possíveis fraudes com o self-checkout

Escrito por Marcus Vinícius C. Victorino | 15/01/2019
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Com a instalação do self-checkout, o varejista oferece ao consumidor uma experiência de compra diferenciada. Mais agilidade, mídia espontânea, privacidade e rapidez nas filas são os principais benefícios. Mas seria o autoatendimento uma opção segura? O varejista precisa mesmo se preocupar com as possíveis fraudes com o self-checkout?

Risco ou segurança: possíveis fraudes com o self-checkout

 

A agilidade e a independência do cliente devem ser os resultados da implantação de self-checkouts em sua loja, sem que sejam geradas mais perdas para seu negócio. Neste artigo, vamos entender como esse equipamento pode ser seu aliado em segurança e prevenção de perdas.

Desmistificando as possíveis fraudes com o self-checkout

Uma das principais preocupações no varejo são as perdas. Normalmente, o processo de prevenção e redução de perdas envolve todas as equipes de uma loja. É preciso estar atento aos produtos desde sua entrada, passando pelo manuseio, armazenamento, e exposição nas gôndolas, até a saída.

Saiba mais sobre o que são perdas e como evitá-las neste artigo.

E veja também quais rotinas podem ser implantadas pelo setor de prevenção para reduzir as perdas de estoque da sua loja.

Se a preocupação com a perda na saída dos produtos é natural, como não questionar se o self-checkout é seguro? A operação no autoatendimento permite que o cliente conduza todo o processo, registre e pague suas compras. E é por isso que a primeira pergunta é: “Mas não é arriscado?”

É importante que o varejista não se desprenda da segurança da loja em nenhum momento. E o fato é que, em contramão ao esperado, o self-checkout pode proporcionar uma maior segurança para o seu negócio.

Sistema de segurança inteligente

Sim, o self-checkout pode ser considerado, muitas vezes, mais seguro do que o checkout.

Você deve estar se perguntando como isso é possível. E a resposta vem do próprio sistema de segurança inteligente oferecido pelo equipamento.

Em seu perfeito funcionamento, ao passar o código de barra dos produtos, um a um, no leitor óptico do self-checkout, o equipamento exige que eles sejam transferidos para as sacolas também disponibilizadas pelo caixa de autoatendimento.

Ao armazenar os produtos na sacola, o self-checkout confere automaticamente se o peso do produto indicado na leitura do código de barras corresponde ao que acaba de ser guardado. Ele realiza essa conferência por meio da balança verificadora ou dispositivo de pesagem, que se encontra onde você armazena os produtos após passar pelo leitor.

E é aí que está a inteligência do self-checkout!

Se houver alguma inconsistência entre o peso do produto e a etiqueta lida no leitor óptico, ou mesmo se o consumidor demorar a passar o produto, ou passar o produto e não colocar no dispositivo de pesagem, ou ainda qualquer problema de fechamento da compra, o sistema de segurança bloqueia o equipamento e aciona um mecanismo que alerta o supervisor.

Se desejar, é possível acompanhar a leitura dos produtos, em tempo real, por meio do sistema de frente de caixa. As telas dos self-checkouts são reproduzidas integralmente no computador do supervisor da área.

Exemplo

No varejo, é comum a fraude que envolve troca de etiquetas de produtos que já foram pesados.

Imagine que um cliente trocou as etiquetas de bandejas de carne. Ele pretende passar uma peça de picanha com uma etiqueta de contrafilé, produtos que normalmente apresentam uma diferença significativa de preço.

Quando as carnes são visualmente parecidas e o cliente encontra peças com pesagens próximas, dificilmente o operador de caixa questionará que àquela etiqueta não pertence àquela carne. Como o produto já foi pesado anteriormente, ele teria que perceber que a carne que está em suas mãos não corresponde à da etiqueta indicada.

Já no self-checkout, essa fraude seria quase impossível. Por menor que seja a diferença entre os pesos das peças de carne, o dispositivo de pesagem acusaria uma inconsistência ao verificar que a etiqueta indica um peso diferente do que a do produto que foi armazenado na sacola. É aí que a compra é bloqueada. Em seguida, um aviso é enviado ao supervisor, que precisa ir até o self-checkout verificar o que houve.

Nesse exemplo, a não ser que o cliente encontre peças com pesos idênticos, a fraude seria impossível de ser realizada. O self-checkout oferece, portanto, um dispositivo a mais de segurança.

Experiência de solitude vigiada

A curiosidade despertada pelo self-checkout está diretamente relacionada à nova experiência de compra. Ao escolher o autoatendimento para concretizar suas compras, o consumidor experimenta uma sensação de privacidade. Ele pode, afinal, realizar suas compras sozinho, sem se expor a qualquer possível constrangimento.

Entretanto, essa pode ser considerada uma experiência de solitude vigiada. Ao se deparar com essa relação de confiança proposta pelo varejista, o cliente sabe que esse processo será de alguma forma assistido. A sensação é uma só: o cliente está sozinho, mas sabe que está sendo observado. Essa percepção tende a inibir o consumidor de cometer fraudes com o self-checkout.

O varejista precisa, portanto, pensar em um ambiente de segurança para o self-checkout. Além de um layout bem sinalizado que direcione, estimule e leve o cliente a ter uma nova experiência.

Quebra de vínculo entre operador e cliente

Existem estudos que apontam que a maior parte dos furtos no varejo é realizada na área de checkout. Veja esta notícia de 2018!

Mas e a pesagem dos produtos de hortifruti?

A essa altura, uma dúvida pode ter surgido: e a pesagem dos produtos de hortifruti?

Conforme as necessidade do varejista, o supervisor deve escolher se liberará ou não a balança de pesagem nos self-checkouts. Uma solução para essa questão pode ser a ilha de pesagem, já que dessa forma o cliente já chegaria ao autoatendimento com todos seus produtos pesados.

Conclusão

Embora inovar no ambiente virtual seja importante, o varejista precisa se atentar a tecnologia que moderniza o ambiente físico. Explorar a inteligência artificial pode ser um diferencial na hora de proporcionar uma melhor experiência de compra para o consumidor.

Nessa empreitada, desmitificar as possíveis fraudes com o self-checkout é essencial. O equipamento tem sido considerado não só confiável, mas ainda mais seguro que o checkout. E isso se deve ao seu sistema de segurança inteligente e à sua experiência de compra que, embora solitária, faz com que o cliente se sinta observado.

Mesmo que seja necessário se planejar em relação a pesagem dos produtos de hortifruti, criando uma ilha de pesagem, por exemplo, o self-checkout é um equipamento que com certeza representará mais segurança, agilidade e aumento de vendas para a sua loja.

Continue acompanhando nosso conteúdo! No pŕoximo artigo, entenderemos como escolher o self-checkout para sua loja.

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