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Modelo de vendas low touch: qual é o impacto disso para a minha loja?

Escrito por Renata Costa | 14/07/2020
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Tempo de leitura: 3 minutos

Que o mundo mudou a gente não tem mais dúvida. E junto com essa mudança vieram novos desafios, oportunidades e nomenclaturas que não faziam parte da nossa rotina, como “vendas low touch”. Você sabe o que é isso?

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Do inglês “low” (baixo) e “touch” (toque), essa nova expressão significa algo com baixo nível de interação, ou com baixo nível de toque, sendo mais literal. Um modelo de vendas low touch presume escalar processos e reduzir custos. 

O atual momento nos mostrou que nossa economia será formada por novos hábitos e comportamentos de massa, os quais, em sua grande maioria, serão pautados em interações reduzidas e em restrições rígidas de higiene. Surgem novas tecnologias que entregam muito mais dinamismo para novos canais de venda e relacionamento. É a era da low touch economy.

De forma prática, imagine tudo que pode ser retirado do modo físico e pode ser automatizado, digitalizado. Tarefas repetitivas, por exemplo, como reposição de estoque em um supermercado. Como seria ter apenas um item de cada produto exposto na gôndola da sua loja, por exemplo, e a compra ser presencial, mas digital, apenas por meio do escaneamento do código de barras do produto desejado? A ruptura seria consideravelmente reduzida, certo? 

Em outra hipótese, como seria ter uma loja painel dentro de um condomínio, sem estoque físico, onde o cliente apontaria o celular para aquilo que deseja e receberia em casa posteriormente? Além de muito mais capilaridade para a sua marca, seria o fim do processo de reabastecimento de gôndola, concorda?

O objetivo do modelo low touch é trazer mais conforto, ganho de tempo e autonomia para o shopper e redução de custos, a médio e longo prazos, para o varejista. 

Pagamento por reconhecimento facial, entregas por meio de lockers e até o mais comum processo de comprar online e receber via delivery são considerados processos da era low touch. A desafiadora notícia é que isso deve crescer cada vez mais, porque o consumidor não se comportará mais como se comportava no início dessa pandemia. 

Mas como faço para entrar nessa onda? Como entrego mais autonomia de compra para o meu cliente, facilito a venda digital e diminuo os atritos físicos desnecessários? O low touch não significa o fim da venda regular, mas a evolução natural dos processos, diriam alguns especialistas. 

Então, prepare-se:

Por vivermos um momento de muita insegurança em relação à saúde, consumidores estão muito mais cuidadosos com os contatos sociais e com os produtos com os quais interagem. 

Isso pode resultar em formatos novos de varejo, novas exigências quanto à distribuição e apresentação de produtos e até preferência em relação a entregas sem contato. 

O lar passa a ter um novo significado para o consumidor e seus familiares. Hábitos há muito esquecidos, como cozinhar e comer juntos passam a ter outra expressão. Pode surgir espaço para novos ingredientes, gadgets de cozinha e conteúdo sobre culinária. 

Muitas empresas do varejo terão que começar a oferecer o serviço de entrega. Esse não será mais um diferencial, mas uma comodity, ou seja, algo essencial e já esperado pelo consumidor. 

As lojas físicas não irão desaparecer, mas o consumidor será mais fiel àqueles que entregarem um serviço completo e de excelência, tanto pelo canal físico como pelo digital. 

Espera-se a criação de soluções de delivery e vendas online mais adequadas à realidade do varejo e também novas formas de relacionamento com os consumidores. Dados sobre o comportamento de consumo será a moeda da vez. 

Os consumidores estão recalibrando seus gastos, por isso, a tendência é o ticket estabilizar ou até cair. Será preciso criar novos canais de venda, promoções personalizadas e em tempo real, para fidelizar o cliente e surpreendê-lo a cada contato. 

Para isso, conhecer o seu cliente, o que ele compra e, mais do que isso, como ele compra, será fundamental para ser mais assertivo no mix e garantir receita recorrente. 

É hora de arregaçar as mangas e vislumbrar novos horizontes. Como dito no início desse artigo, são muitos os novos desafios, mas também são proporcionais às oportunidades que esse momento tão inusitado oferece ao varejo. Parafraseando Nelson Mandela, “Ação sem visão é apenas passatempo. Visão sem ação é meramente sonhar acordado. Mas visão com ação pode mudar o mundo.” Boa sorte!

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