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Impressora não fiscal: o guia rápido

Escrito por Gabriel Junqueira | 26/11/2019
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Com o advento da NFC-e e do SAT, a impressora não fiscal, também conhecidas como impressora térmica ganhou a cena no checkout. 

A impressão dos documentos fiscais para o consumidor final, mesmo não sendo obrigatório por lei em situações normais, ainda ocorre de forma automática devido ao hábito e cultura dos clientes. 

De qualquer forma, em contingência, a impressão é obrigatória. Por isso, independente da sua loja emitir ou não a NFC-e (ou SAT), em contingência a impressão é obrigatória. Portanto, a impressora térmica é um equipamento fundamental para o checkout.

Impressora não fiscal: o guia rápido

NFC-e e a impressora não fiscal

A Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e) é um documento fiscal digital que serve para registrar as vendas realizadas para o consumidor final. Essa nota é transmitida do estabelecimento para a SEFAZ via internet, no momento da venda.

O principal objetivo do projeto da NFC-e é substituir o antigo cupom fiscal e fazer com que as informações da venda possam ser acessadas digitalmente pelo consumidor. Com essa nova forma de gerar comprovantes fiscais, o documento que deverá ser usado nas compras é o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE NFC-e).

Uma das grandes diferenças entre os tipos de tecnologias de emissão de notas é a possibilidade da impressão deste documento por uma impressora térmica. Assim, a partir do momento em que a nova lei entrar em vigor, não será mais obrigatório o uso do ECF no PDV.

É importante destacar que, caso o consumidor exija, a entrega da nota fiscal é obrigatória. Além disso, em alguns setores, como supermercados, a entrega do cupom é uma tradição. 

Ainda, caso a NFC-e precise ser emitida em contingência, o estabelecimento é obrigado a imprimir duas duas vias da nota. Uma deve ser entregue ao consumidor e a outra deve ser arquivada, caso o FISCO faça a exigência da mesma.

Portanto, é importante contar com uma impressora térmica no PDV, para que o DANFE NFC-e possa ser impresso no momento em que o consumidor solicitar.

Diferenças entre a impressora não fiscal e o ECF:

Uma impressora fiscal (ECF) é utilizada para provar o valor de venda do produto ou do serviço, para que os mesmos sejam reconhecidos pelo governo. Na ferramenta, através da memória interna, informações de procedimentos como fechamentos de caixa, relatório mensal de vendas e cancelamentos ficam registradas. 

As impressoras fiscais possuem lacres que impedem a modificação dos dados e, consequentemente, fraudes. Esse equipamento só pode ser adquirido em lojas credenciadas e a instalação é feita por técnicos. 

Com a nova fórmula de emissão de documentos fiscais o controle de todas as informações da venda deixa de ser feito pela impressora fiscal e passa a ser responsabilidade do programa emissor de NFC-e, totalmente digital e online. Assim, a impressora térmica terá como função apenas a impressão do demonstrativo para o cliente – no caso da NFC-e, o DANFE NFC-e.

Todos os componentes que eram obrigatórios no ECF deixam de ser necessários para uma impressoratérmica. Memória de Fita Detalhe e Memória Fiscal não fazem parte mais das características de um equipamento para imprimir as notas fiscais.

Impressora não fiscal: o guia rápido

Características da impressora não fiscal:

Na hora de escolher a impressora térmica que seja mais adequada para sua loja, algumas características devem ser observadas. Esses elementos serão importantes para garantir, durante a emissão da nota fiscal do consumidor eletrônica, o bom funcionamento do equipamento.

Confira as principais características de uma impressora térmica que devem ser observadas:

Velocidade:

O tempo necessário para realizar uma impressão deve ser observado no momento de escolher uma impressora térmica. A velocidade dessa ferramenta varia de 150 mm/seg. a 300 mm/seg.

Como esse equipamento ficará responsável por fornecer a NFC-e para o seu cliente, é fundamental que o processo seja rápido e eficiente, evitando transtornos para o consumidor que está esperando a nota e para as outras pessoas que estão aguardando na fila do PDV.

Tamanho:

O tamanho da impressora térmica não é algo tão importante no ato de escolha, dado que a variação não é um diferencial. O que deve ser avaliado em relação ao tamanho é a quantidade de caracteres dispostos em cada linha da NFC-e impressa.

Variando entre 24 e 64 caracteres dispostos por linha, isso pode trazer uma economia significativa ao analisar um determinado período. Quanto menos caracteres dispostos por linha, mais papel com impressão a empresa gastará.

Capacidade de funcionamento:

A capacidade de funcionamento de uma impressora não fiscal é uma característica determinante do equipamento. Não adianta contar com uma máquina que não atenda à demanda de impressão de NFC-e da loja.

Cada modelo possui uma capacidade de funcionamento diferente, algumas não são feitas para a impressão contínua de muitos documentos, são fabricadas para a impressão direta por um certo período e depois disso há um mecanismo no equipamento que faz com que ele pare.

É importante avaliar se a impressora térmica escolhida tem capacidade para atender sua loja durante todo o tempo em que o seu negócio estiver aberto.

Meio de comunicação/Saídas:

O método com que a impressora térmica se comunica com o computador é outro ponto que deve ser analisado.

Existem 3 tipos de saídas que podem ser encontradas nesse equipamento: serial, ethernet e USB. Alguns modelos de impressoras não fiscais térmicas possuem às três saídas, mas não são todas. Por isso, na hora de escolher o melhor equipamento para o seu negócio, é sempre bom conferir se este possui uma conexão compatível com a que é utilizada.

No varejo uma boa opção é contar com uma impressora térmica que apresente uma saída ethernet. Assim, será possível conectar o equipamento à rede da loja e, dessa forma, facilitar a comunicação com todos os computadores da empresa.

Operação:

A forma como serão realizadas as operações que envolvem uma impressora térmica também é importante. Alguns processos como recarga de bobina de tinta, operação diária do colaborador e transporte do equipamento, precisam ser analisados, de forma que encontre um modelo que facilite a atividade do operador.

Homologação das impressoras:

É importante que a impressora escolhida seja homologada e, para que isso aconteça, sua software house precisa estar envolvida nesse processo. A não homologação da ferramenta pode acarretar consequências a curto e longo prazo. Uma delas é o risco de não funcionamento do equipamento. 

O ideal é que a compra e a instalação da impressora sejam feitas com um fornecedor experiente no mercado. A homologação e os testes evitam transtornos. Além disso, procure um fornecedor que garanta o pós venda e que dê a garantia das impressoras.

Qualidade do papel:

Fique atento à qualidade do papel utilizado na impressora térmica. Você deve garantir que a nota entregue ao consumidor fique legível por, pelo meno, seis meses.

Outras utilidades de uma impressora térmica:

Além da impressão do DANFE NFC-e, que deve documentar as transações comerciais de venda ou prestações de serviços, uma impressora térmica possui outras funcionalidades que são importantes para a operação diária do varejista.

Fornecer o Documento Auxiliar de Venda (DAV) e orçamentos:

Em estabelecimentos que contam com um processo de venda baseado no orçamento, a impressora térmica serve para a impressão do DAV. Este documento serve para regulamentar a atividade da venda, servindo como uma espécie de registro da pré-venda, mediando o momento do pedido do consumidor para o vendedor, o pagamento no caixa e a retirada do produto na expedição.

Durante esse processo, a emissão do cupom fiscal será realizada a partir do DAV. Portanto, é um procedimento essencial para o processo de venda.

Imprimir pedido em restaurantes:

Restaurantes que contam com um processo de pedido realizado no balcão e passado para a cozinha também utilizam uma impressora térmica. O equipamento é responsável por imprimir o documento com o pedido do cliente.

Conclusão: a impressora não fiscal será fundamental no processo de venda

Com a mudança na legislação que cerca a documentação das notas fiscais que devem ser fornecidas para o consumidor, a impressora não fiscal ganhará cada vez mais relevância no checkout da sua loja. 

Com o fim do ECF o varejista ganha em simplificação, já que não há mais os processos de registro de hardware ou de software. Um exemplo é a possibilidade de expansão de pontos de venda sem precisar da autorização do FISCO.

Portanto, para o varejista entender como funciona e saber quais as normas sobre o uso da NFC-e, é importante garantir o cumprimento de todas as leis que devem ser observadas na operação do ponto de venda.

Assim, contar com uma impressora térmica que atenda a demanda de impressão desse tipo de documento fiscal é garantir bom funcionamento desse processo. Por isso, pesquise a impressora que melhor atenderá o seu negócio. 

Nesse processo, é importante contar com um bom fornecedor de impressoras térmicas. O suporte pós venda é um grande diferencial na escolha da impressora térmica. Impedindo, assim, que seus caixas fiquem parados caso ocorra alguma falha nos equipamentos.

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