E-commerce

Diferença entre E-commerce, M-commerce, S-commerce, C-commerce e T-commerce

Escrito por Gabriel Junqueira | 09/01/2020
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E-commerce, M-commerce, T-commerce, S-commerce e C-commerce, você sabe o que são esses modelos de comércio?

Se você tem uma empresa, independente do tamanho, e procura maneiras que permitam que seus clientes comprem seus produtos, precisa entender os benefícios e as diferenças entre os canais virtuais de venda. 

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É importante conhecer cada um dos canais virtuais de venda por dois motivos.

O primeiro é entender as tendências de tecnologia e quais impactos isso pode causar ao seu negócio. 

O segundo motivo é analisar quais desses canais fazem sentido para seu negócio, para que, assim, sua empresa comece a se preparar e investir no canal adequado.

1. E-commerce

E-commerce (comércio eletrônico) refere-se a varejo e compras online, bem como transações eletrônicas. 

O comércio eletrônico teve um aumento considerável nas últimas décadas e, dessa forma, está substituindo as lojas tradicionais. 

A tendência é que os números do comércio online aumentem cada vez mais. Só em 2017, o e-commerce no Brasil faturou R$ 47,7 bilhões. A previsão é de que o faturamento do setor chegue a R$85 bilhões até 2021.

Apesar de muitas pessoas definirem e-commerce como loja virtual, isso é um grande engano. Loja virtual é apenas um dos canais do e-commerce. 

Market places, vendas por e-mail marketing e por redes sociais também são exemplos dessa modalidade. 

O comércio eletrônico permite que você compre e venda produtos, em escala global, vinte e quatro horas por dia. E mais, sem incorrer nas despesas que você faria com uma loja física. 

2. M-commerce

M-commerce, ou mobile commerce, representa o comércio via dispositivos móveis

Com os celulares como a porta de entrada dos consumidores para o mundo virtual, é natural que as compras também passem a acontecer por esses dispositivos. 

Nos Estados Unidos, as vendas de m-commerce cresceram de US $25 bilhões e 11% do total de vendas de comércio eletrônico em 2012, para US $208 bilhões e quase 33% do total de vendas de comércio eletrônico em 2018. 

A previsão é que esse número ultrapasse US $420 bilhões e represente quase 54% de todo o comércio eletrônico até 2021.

Há dez anos, poucas pessoas poderiam imaginar que comprariam detergente para roupa utilizando um dispositivo móvel. 

Foram necessários três desenvolvimentos importantes para mudar isso: 

  • o crescimento da conectividade após o surgimento dos smartphones; 
  • a implantação e adoção generalizadas de interfaces de comércio amigáveis;
  • a formalização de sistemas de pagamento seguros. 

Considerado uma evolução do E-commerce, o M-commerce é uma oportunidade  de conquistar clientes conectados e que realizam compras via dispositivos móveis.

O comércio móvel é um campo em rápido crescimento, por ter características únicas e excelentes vantagens, como portabilidade, acessibilidade e conectividade.

3. S-commerce

O S-commerce envolve explorar as mídias sociais com o objetivo de aumentar as transações, através da presença digital de um profissional de marketing ou de outras propriedades de mídias sociais. 

Algumas das maiores redes sociais do mundo, Facebook e Instagram, lançaram nos últimos anos, funcionalidades que permitem a venda de produtos entre os usuários. 

Um exemplo é o Facebook Marketplace, uma função de compra e venda de produtos novos e usados entre os usuários da rede.

Outro exemplo, é o Instagram. Que utilizado como forma de vendas,  gera valor para seu cliente, atrair clientes, manter relacionamentos e gerar autoridade no assunto. 

S-commerce é diferente de social shopping. Compras sociais são uma colaboração de compradores on-line em rede, já o s-commerce é realizar vendas via redes sociais.

O comércio social é uma aposta certa se você quer influenciar seu público relacionado às compras. 

Alguns segmentos do comércio se adaptam muito bem a este cenário. No comércio de vestuários, por exemplo, utilizar o Instagram para a exposição e a venda dos produtos pode ser uma arma poderosa para te ajudar a conquistar mercado e vender mais. 

4. C-commerce

O C-commerce (conversational commerce) refere-se à interseção entre aplicativos de mensagens e aplicativos de compras. 

No c-commerce as organizações se coordenam para maximizar a eficiência e a lucratividade.

Ou seja, é a tendência de interagir com as empresas via aplicativos de mensagens, como Facebook Messenger e WhatsApp, através da tecnologia de voz, como a Alexa da Amazon e o Google Home da Google. 

Esses dispositivos fazem a interface com as empresas por meio de comandos de voz. 

Os consumidores podem conversar com representantes da empresa, obter suporte ao cliente, fazer perguntas e até obter recomendações personalizadas.

As empresas podem usar os chatbots, Inteligência Artificial, para automatizar as mensagens de atendimento ao cliente. Permitindo, assim, que os consumidores comprem sem sair do aplicativo de mensagens. 

Uma das principais áreas de Inteligência Artificial é o reconhecimento de voz, que eleva a interação de homens e máquinas a uma experiência natural. 

Dessa forma, fornecer recomendações, criar listas de desejos, vender e interagir com os clientes em tempo real. 

5. T-commerce

T-commerce é um termo utilizado para descrever o uso da TV digital como um canal de marketing. Permitindo a comunicação bidirecional, a publicidade interativa e endereçável. 

A TV não será mais um canal de comunicação unidirecional. O T-commerce fará dela uma via de mão dupla, onde os espectadores podem comprar e interagir com suas marcas favoritas. 

A revolução do t-commerce tem o potencial de aumentar as vendas e os lucros e melhorar radicalmente o retorno do investimento em publicidade das marcas. 

T-commerce não é mais um conceito, é real. 

Você acha que isso é coisa do futuro? Ledo engano, a Globo, percebendo a força das telenovelas, criou a Central de Atendimento ao Telespectador (CAT). Pelo CAT é possível, via telefone, consultar o modelo e a marca de um determinado produto. 

Conclusão

Os diferentes canais de vendas são oportunidades e ameaças para o varejo. Podemos enxergar como oportunidades a partir do momento que entendemos que são novos canais, novos acessos a milhões de consumidores. Mas também é uma ameaça uma vez que você não estará sozinho e se esbarrará em concorrentes fortes.

Não existe outro caminho, o varejo precisa investir mais em tecnologia e inovação para aproveitar esses novos canais.

O novo varejo é aliado a tecnologia e experiências reais. 

Devido ao crescente número de pessoas que usam dispositivos móveis e plataformas de comércio eletrônico, a relevância do uso dessas modalidades é inquestionável.

Com a ajuda dos canais virtuais de venda, o marketing da sua empresa pode se tornar viral e sua base de clientes pode começar a aumentar. 

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